Filosofias de montanhas-russas.

leros, leros e boleros

dentro e flora.

tudo aflora,

se dou o fora,

se minha paz no silencio estoura.

se pra lua. a lampada daqueles da rua, a mente vai-se embora.

 

 

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docecheirinho de cafuné sem pressacom cangote de Johnson’suma

doce

cheirinho de cafuné sem pressa

com cangote de Johnson’s

uma puta de marca maior

putafodidatoda nuadá no e tu-do maisque precise de

puta

fodida

toda nua

dá no e tu-

do mais

que precise de sua boca

suas intimidades rompidas

e teu peito vazio fugaz

 

vaca

vadia

jogada às partidas

desse navio de vaidades

que as mentes ocas

daquelas gravatas de linho

te comeram

cura partida

e de graça

(tanto fez, tanto faz)

 

livre

mulher

tu é toda tua

em casa

ou na rua

escolhe quem ama

e ama o que quer

preciso respirarmas se respiropiroesse resto de arque me

preciso respirar

mas se respiro

piro

esse resto de ar

que me engole as entranhas

nessa dificil (e) estranha

mania (de maria)

de querer ser si mesma

todos os dias

liberdade estranha essa que me acorrenta

aos meus medos

a minha ansia e angustia 

e talvez aquela delícia

de ser eu mesma

assim, assado.

abri a porta de correr
senti 
cheiro de suspiro de velho
de furia de moça
cheiro de olhares tentados
algo como o baile do filme peggy sue, 
como mocinha que tenta o mocinho num velho faroeste,
aquele frescor de sessão da tarde, matinê

pediu cerveja, fumou 5 malboros
e sangrou

tornar-se mulher é pecado.

quem sabe em cada porto
eu veja um rosto
que fale um papo morto
que me mate de desgosto

quem sabe minha alma grite
palavras vomitadas de um fim
sem o começo

e que eu chore sonhos derramados
de uma boca vendendo de bar-em-corpo:
seu preço

só não me venha com migalhas
acenda a luz dessa noite escura
eu não quero saber de mais nada
me mato e te morro de loucura