Filosofias de montanhas-russas.

leros, leros e boleros

poesia classificada no festival Rima Rara. Em breve, publicada.

SÓ DE PERNAS TU TINHAS MINHA ALTURA.

Ó ARTE,

ÀS VEZES VOCÊ BANALMENTE É ESTÉTICA E VAZIA.

E, NA PLATÉIA DOS ENSAIADOS,

NOS MARTÍRIOS QUE ENGOLEM AS PALAVRAS QUE NUNCA VOU OUVIR,

VEJO A ARTISTA DE RESPIROS BEM PAGOS.

TOSCA E BELÍSSIMA.

BRILHO E CÉREBROS ALISADOS.

AINDA BEM QUE HÁ MINORIA…

QUE FOME.

SÓ O BELO PODE SER TOSCO!

SÓ O AMOR CONSEGUE SER BELO

NO ENTANTO

NÃO EXISTE MOLDURA PARA AS DORES DO MEU PEITO

NEM PÁSSAROS BUKOWSKIANOS

QUE NO PALCO DO AMAR

AFIVELO

 
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dentro e flora.

tudo aflora,

se dou o fora,

se minha paz no silencio estoura.

se pra lua. a lampada daqueles da rua, a mente vai-se embora.

 

 

sobre corpo, comportamento e o self

tá, tu age.

pontuo-me

meu amor pela vírgula é reticente

docecheirinho de cafuné sem pressacom cangote de Johnson’suma

doce

cheirinho de cafuné sem pressa

com cangote de Johnson’s

uma puta de marca maior

putafodidatoda nuadá no e tu-do maisque precise de

puta

fodida

toda nua

dá no e tu-

do mais

que precise de sua boca

suas intimidades rompidas

e teu peito vazio fugaz

 

vaca

vadia

jogada às partidas

desse navio de vaidades

que as mentes ocas

daquelas gravatas de linho

te comeram

cura partida

e de graça

(tanto fez, tanto faz)

 

livre

mulher

tu é toda tua

em casa

ou na rua

escolhe quem ama

e ama o que quer

preciso respirarmas se respiropiroesse resto de arque me

preciso respirar

mas se respiro

piro

esse resto de ar

que me engole as entranhas

nessa dificil (e) estranha

mania (de maria)

de querer ser si mesma

todos os dias