como num conto machadiano
eu olhei, fingi, esnobei
e morri de amores
ao mesmo tempo
numa só escala
todo amor do mundo de uma só vez
aquele amor fingido
faço que não, penso que sim
e nada dá certo
acredito em adivinhos
e me sinto transparente

dizem que tô doente
de amor
e de achismo

tão bela vista de dentro

quem consegue ler os mistérios meus
nos sonhos teus
mil e uma noites
e nada